WWW.MIGUELVALEDEALMEIDA.NET inicio mail me! Formato tipografico grande Formato tipografico medio Formato tipografico pequeno RSS/ XML/ Sindicação

Os Tempos Que Correm

Miguel Vale de Almeida

Descoberta a origem da heterossexualidade

O título é mesmo só para chamar a atenção. A questão é bem outra: a revista Focus publicou esta semana uma peça sobre supostas descobertas e supostos consensos científicos relacionados com a “origem genética” da homossexualidade. Todos os anos é a mesma coisa nos media, tão certo como o Natal calhar a 25 de Dezembro. E de todas as vezes se perde a oportunidade de questionar dois problemazinhos metodológicos, a saber: a) sendo a orientação sexual uma questão de auto-definição, como sabem os “cientistas” que os sujeitos das pesquisas são mesmo -whatever that means - homossexuais?; b) porque não buscam também a “origem” da heterossexualidade? A resposta parece-me óbvia: o objectivo é mesmo explicar a razão do que é visto como desvio e anormalidade.

Mas isto não é tudo. Normalmente estas tentativas “científicas” são contrariadas por “explicações” baseadas no desenvolvimento da personalidade. Quase pior a emenda que o soneto, pois também aí - nesta tentativa de continuar as velhas dicotomias natureza-cultura - é a homossexualidade que é “explicada”, e quase sempre como resultado de algo que “correu mal”.  De seguida, e para lá da discussão estrita deste assunto com termos de partida mal colocados, vêm os aproveitamentos estratégicos. E aí é triste ver como muita gente homofílica, gay e lésbica (como o “infamoso” LeVay de há anos atrás) aplaude a possibilidade de explicações genéticas. Na realidade estão a obedecer à hegemonia de modelos explicativos da diferença baseados na naturalização e na essencialização - “se somos assim à partida, então a discriminação que se abate sobre nós é ilegítima”.

Nada mais errado. A discriminação que se abate sobre nós é ilegítima porque é ilegítimo discriminar - do ponto de vista político, isto é, da organização da nossa sociedade. A origem da homossexualidade é tão insondável quanto a da heterossexualidade (dada a complexidade dos mecanismos bio-psico-sociais) e, em última instância, irrelevante (a relevância daqueles estudos só pode estar, aliás, na motivação política e ideológica já que, como todos os cientistas sabem, não há investigação pura, sem uma contextualização da perguntas de pesquisa). A definição de categorias como homo e heterossexualidade é a forma como, e desde há uns 100 anos apenas, organizamos socialmente o desejo; fornece uma linguagem que permite definir os termos de uma emancipação dos discriminados nas circunstâncias actuais - mas nada nos diz que seremos sempre ou hetero ou homossexuais ou que estas categorias tenham relevo daqui a 100 ou 200 anos. Daí, também, a esterilidade científica da busca das causas.

Quer para os cientistas (sociais, psi, ou naturais), quer para os activistas, a questão relevante deveria ser a questão da liberdade, a questão da igualdade e a questão dos direitos no quadro do mundo tal como ele se nos apresenta agora (nomeadamente, um mundo que opera com as categorias homo, hetero e bi, com pessoas concretas que se identificam e auto-definem em termos dessas categorias).  O desvio da política para a “ciência” como esfera de decisão moral é dos maiores perigos contemporâneos, como o é a a “fé” explicativa numa Ciência cujos mecanismos (ideológicos, institucionais, pragmáticos) são largmente desconhecidos quer do público em geral, quer dos jornalismo.

12 Comentários »

  Orestes escreveu em 8.December.2007 | 23:40

Parabéns.

  Rita Cacao escreveu em 10.December.2007 | 11:47

A última coisa que disse à jornalista foi que “se alguns estudos poderão facilitar que as pessoas não pensem na orientação sexual como uma escolha e achem que é algo que simplesmente se pode mudar, a realidade é que as pessoas têm de ser aceites e ter os seus direitos reconhecidos independentemente das razões para o que são”.

Isto tudo para dizer, Miguel, que a diferença de uma escolha e de uma não escolha é que se for visto como uma “escolha” mais facilmente haverá cerceamento, perseguição e pressão para ter outra “escolha” diferente. Ao afirmar-se a impossibilidade de escolha está-se a afirmar a verdade e ao mesmo tempo não se tenta saltar etapas impossíveis de saltar para o bem-estar imediato de muitas pessoas: do “aceita-me porque não tenho outra escolha (e não faço isto contra ti ou contra ninguém ou por afirmação)” para o “aceita-me e à minha escolha, porque tenho direito a fazê-la como indíviduo” (estou a usar o termo “aceitar” conscientemente). Posso não concordar que o ideal, ou sequer certo, seja ter de afirmar o primeiro caso, mas a mim interessa-me em primeiro lugar aquilo que, sem ser falso, mais depressa melhora o ambiente e vida das pessoas homo ou bissexuais, porque a realidade é que vive-se em geral bem menos de princípios ideológicos do que de sentimentos e racionalidades… aliás, vive-se de lógicas do senso comum, que eu pessoalmente detesto, mas que regem as atitudes de muitas pessoas. Uns preocupam-se mais com discursos ideológicos, outros com o que as pessoas sentem e fazem a partir do que sentem.

É essa, se calhar, a grande diferença. Nomeadamente o ponto de origem do discurso, sendo o teu, flagrantemente, de um contexto confortável e privilegiado, de um contexto de elites e intelectuais. Nunca me esquecerei de quando neste blog escreveste que finalmente sentiste “homofobia” directa na pele com o José Cid. Pensei para mim… ainda bem, porque faz falta ao Miguel este tipo de experiências, perante o que conheço do seu discurso político.

De qualquer modo, só mete a cabeça na areia que nem avestruz quem pense que alguma vez a comunidade científica vai deixar de tentar estudar os factores que determinam a orientação sexual. Há que lidar com a realidade e falar dos assuntos como foram falados no artigo pelos vários intervenientes: explicando contextos, factores e riscos, mas não recusando-se a falar do tema, fazendo blackout, como algumas pessoas fazem ou pretendem fazer.

Por fim, se há que continuar a apontar que há quem esteja a estudar a causa da homossexualidade (com todos os pressupostos que criticas e bem, na minha opinião, exactamente como fiz com a jornalista e aposto que foi feito também pelo AS), há que também apontar que já há pessoas a estudar a causa da orientação sexual, em geral, não tendo como interesse “remediar” a anomalia, mas interesse em geral nos mecanismos da sexualidade humana.

  mvda escreveu em 10.December.2007 | 13:51

Rita, a luta faz-se em todas as frentes. Uma delas é a frente científica e sobretudo contra as reivindicações de autoridade da ciência e os mecanismos de crença nela. Isto pode ser feito exactamente da mesma maneira que se desconstroi o senso comum. Nomeadamente fazendo ver que a ciência é trabalho feito por cidadãos e cidadãs em instituições regidas por poderes e discursos. Quando se faz isso já não se está “flagrantemente” no conforto e no privilégio. Aliás, sai-se do conforto e do privilégio quando se arrisca dizer que a dicotomia escolha / não-escolha é falsa. O resto são as opções que temos que fazer, consoante o contexto, quanto a ser mais ou menos didáticos, ora mais do lado do essencialismo estratégico, ora mais do lado do pensamento crítico.

  Rita Cacao escreveu em 10.December.2007 | 16:54

O cerne da questão está justamente nos princípios e o equilíbrio na sua aplicação.

O alerta sobre o peso de lei que a ciência hoje em dia tem, e os perigos da sua validade por ser um discurso condicionado e com limitações fenomenológicas, está dentro de um discurso intelectual que dificilmente vingará por enquanto sozinho ou que é sequer suficiente, na minha opinião. Sabes, mais do que muitas pessoas, que o meu trabalho de investigação rodou, em parte, sobre a filosofia da ciência e por isso sinto-me numa situação também um pouco privilegiada para avaliar em contexto do movimento.

Há discurso científico que consegue descrever com alguma fidedignidade o mundo físico e eu recuso-me ao extremismo. Se se descobrir os mecanismos que faz uma pessoa gostar de determinado sexo ou de ambos não vejo per se isso como inválido e não irei neste âmbito correr a dizer que não pode ter validade porque as hipóteses, análise e tratamento do resultado da investigação está determinado pelo enquadramento cultural ou ideológico (etc) do investigador, porque haverá sempre a possibilidade que as hipóteses, análise e tratamento sejam o mais próximo possível do objectivo em trabalhos nestas matérias.

Uma coisa é alertar para a falta de possibilidade de descrever o real, até certo ponto, outra coisa é recusar de todo a sua possibilidade. Uma coisa é alertar de onde partem investigações científicas e eventuais fins que pretendem preencher, outra coisa é negar qualquer investigação só porque há algumas ou muitas origens ou fins errados.

A dicotomia escolha/não-escolha só pode ser falsa para quem no liberalismo pensa que isso basta e deverá bastar para a promoção e conquista de um ambiente melhor para pessoas homo ou bissexuais. O porquê não deveria importar, mas importa… Não é que homossexuais por escolha tenham mais demérito que os restantes, mas é que curiosamente não são eles a maioria. Este essencialismo estratégico é na realidade estratégico q.b. e não puramente estratégico e é aqui (também) que divergimos no reconhecimento e análise da realidade. Aliás, espero que jamais a orientação sexual seja uma questão de escolha, qualquer que seja a orientação sexual das pessoas, heterossexualidade incluida, porque valorizo a genuidade de actos e sentimentos.

O porquê não deve ser visto como importante e isso afirmado, concordamos nisso (e vocalizamo-lo ambos no discurso activista). Mas sendo que não conseguimos impedir a investigação deste porquê, penso que há que ter um discurso realista sobre o assunto e acima de tudo que não vire as costas a informação (verdadeira) que tem sido obtida do discurso científico que no dia-a-dia da vida real faz diferença e positivamente. Se acredito na força do sócio-cultural, há aspectos da humanidade em que não acredito na existência de tábuas rasas. A orientação sexual é um dos casos e prefiro ter um discurso com os pés assentes na terra, porque não me interessa só as teorias ou ideias per se, mas a vida de cada um diariamente. É mais que uma estratégia, é uma visão da realidade.

  miguel vale de almeida escreveu em 10.December.2007 | 20:39

Como disse, é falsa a dicotomia escolha/não escolha. Até porque as premissas estão erradas: os genes não “determinam” (essa é a interpretação popular e não a da Genética); e ninguém escolhe ser gay ou lésbica, como sempre lembramos às pessoas que usam a expressão “opção sexual”. Quanto à fidedignidade da descrição do mundo físico pela ciência, não é obviamente disso que estamos a falar, pela mesma razão que não estamos a falar de calhaus ou do sistema gástrico.

  Zèd escreveu em 11.December.2007 | 8:10

Caro Miguel Vale de Almeida,

“A resposta parece-me óbvia: o objectivo é mesmo explicar a razão do que é visto como desvio e anormalidade.”

Discordo, não se trata de objectivo, ou o objectivo com que é feita a investigação é irrelevante (e esse argumento é um género de falácia da irrelevância), o que importa é se os dados empíricos refutam ou não refutam a tese. Depois é uma questão, que não é científica, de saber o que fazer com esse conhecimento. Supondo que a determinação da homossexualidade tem uma componente genética (e acho que tem) pode ser vista como um desvio ou uma anormalidade, ou pode ser vista como parte da diversidade natural da espécie humana. Eu pessoalmente apoio o segundo ponto de vista, e não conheço nenhum conceito coerente de “anormalidade” ou de “doença” que possa incluir a homossexualidade.

“A discriminação que se abate sobre nós é ilegítima porque é ilegítimo discriminar”

Concordo inteiramente, mas não vejo qual seja a contradição entre este plano, que é uma questão moral, com o científico que é apenas uma abordagem “amoral” de tentativa de compreensão de um fenómeno como outro qualquer. Deveríamos simplesmente não fazer investigação de todo sobre o assunto?

A propósito estudar as origens da homossexualidade é estudar as origens da heterossexualidade, na realidade o que se está a estudar é as origens da orientação sexual. Do ponto de vista científico parece-me uma questão interessante, como muitos aspectos do comportamento humano.

  Rita Cacao escreveu em 11.December.2007 | 13:41

Poucos estudos, nomeadamente recentemente, neste tema abordaram o tópico genes, que me lembre. Muitos têm-se dedicado ao desenvolvimento do embrião e sua exposição a hormonas ou ao estudo das feromonas sexuais (sendo que os mecanismos causadores ou pelo menos associados a estas características não estão claros). Falar de factores biológicos não é necessariamente sinónimo de falar de genética.

No meio disto não percebo onde toca este último comentário com algo de novo na questão que abordas no teu post sobre a problemática do discurso científico e do activismo. Só vejo re-afirmação do que disseste anteriormente, ao qual só posso re-afirmar o que disse antes podendo acabar a vida deste diálogo aqui. :)

Mais uma vez, percebo e concordo com o ponto de princípio que advogas, não concordo é que a sua aplicação única faça sentido ou seja útil em termos absolutos, até porque o aceitar-se de falar do mecanismos da orientação sexual (todos eles) não tem de implicar endossar uma essencialização ou uma postura política do “têm de nos aceitar” porque não temos escolha, negando assim necessariamente o princípio da aceitação da diversidade per se. Muitas pessoas (a maioria, atrevo-me a dizer) tem sede de compreender a diferença e na sua compreensão faz diferença o porquê. No discurso da escolha está-se a falar da orientação sexual em geral e não só da homo ou bissexualidade, nomeadamente quando se evidencia ou relembra as pessoas que são heterossexuais, e elas percebem, que não fizeram também uma escolha (se forem heterossexuais de facto). O discurso parece-me útil ser divergido do discurso sobre a causa da homossexualidade para a causa da orientação sexual e não simplesmente negado ou menorizado, como me parece que advogas. Sem no entanto deixar-se de dizer tudo o que disseste no artigo e que não foste nem és o único a dizer, enquanto activista.

  miguel vale de almeida escreveu em 11.December.2007 | 14:20

Não nos entendemos, está visto :). Creio que estamos a falar em registos diferentes e com motivações diferentes.

Não acredito numa visão positivista da investigação por si mesma com clara separação entre ela e o seu uso, Zèd, nem com a ideia de que exista um interesse (per se ou político) em descobrir causas para a orientação sexual (hetero ou homo), Zèd e Rita. Estamos, pois, em campos ideológicos diferentes.

O que me interessa são os usos mediáticos e os debates públicos (incluindo o activismo) de supostas formulações finais da pesquisa sem questionamento das premissas (que são estabelecidas num campo discursivo definido justamente pelo debate público sobre a orientação sexual).

(Por isso, aliás, “origem genética” está entre aspas, porque é esse o símbolo criado no debate mediático e público, mesmo quando os estudos não são de genética - e não o são todos, de facto. E é assim, creio, porque há quem tenha o desejo de encontrar explicações o mais deterministas possíveis. É contra isso que me posiciono).

É aquela a natureza do meu post (não níveis de abstracção maiores e muito menos a crítica a alguém de concreto - referia-me a activistas em geral e até tinha mais em mente os exemplos americanos do que a Rita…): no debate político acho o escolha vs não-escolha - e o pressuposto questionamento das origens e/ou causas - uma armadilha em condições de assimetria simbólica entre hetero e homossexualidade.

  Artur Neves escreveu em 12.December.2007 | 0:57

Entretanto, mesmo a propósito, foi publicado este artigo na segunda-feira pel@ Pink News:

Desmond’s new theory on causes of male homosexuality

Morris suggests that some gay men may have had unpleasant experiences with girls during the stand-off.

10th December 2007 13:25

Antonio Fabrizio

A new book by a well-known British academic suggests that some men are gay because they don’t break with other boys during childhood and retain some of their juvenile characteristics when they become adult.

In The Naked Man: A Study Of The Male Body, Desmond Morris questioned why “a certain percentage of adult human males, with or without the approval of society at large, find members of their own gender attractive.”

His answer is that it happens for social reasons, therefore discrediting any “gay gene” theory.

But he also changed his previous theory that people would become gay because of the lack of absence of a father or a male role.

Comparing experiences of young heterosexuals and homosexuals, the best-selling author believed that the main change would happen at the pubertal phase.

At about the age of five, sexes would draw apart and a boy would play only with other boys, a phase that: “will last about ten years, during which time he will be going through an intensive educational period, programming the amazing computer inside his skull.”

For many boys, with the flood of sex hormones during puberty the interest in girls would suddenly rise.

But not for others, because according to Morris “they get stuck in the stand-off phase, and stay there for the rest of their lives.”

During the ten-year learning phase, male-to-male attachment would become so powerful for them and “if there are any special social factors adding their weight at this point, the break can be thwarted.”

Morris suggests that some gay men may have had unpleasant experiences with girls during the stand-off.

“Or he may have found the boyish sex games that are so common in the stand-off phase to be particularly exciting and this may have fixated him on other males as sexual companions.

“For him it is impossible to make the switch because he cannot bear to leave behind what he had before.”

He concluded that men are “made gay” because they keep juvenile characteristics when they become adult, what is known as “neoteny.”

The 79-year old zoologist and anthropologist also said that gay men tend to be more creative than heterosexual as “the playfulness of childhood is continued into adulthood,” which he claims explain why so many artists and creative people are gay.

Morris is best known for his series of “popular science” books in the 1960s and 1970s, such as The Naked Ape.

  escolha escreveu em 12.December.2007 | 20:30

lembro-me, da minha maneira não académica, de activista da internalização (a minha!), daquelas propostas muito half last century acerca da ninfomania, em como tal sucedia por uma deficiencia edipiana na renúncia ao clitóris. São barroquices, mas andam aqui. A ideia de virtude, se a compreendi, é uma eficaz/funcional adequação do agenciamento libidinal à figura que fazemos do humano, a figura que trocamos uns com os outros. Não ter escolha vai pim-pam-pum para a deficiencia. Uma dificuldade muito Bi (q está lá no LGBT) é a de produzir relações inter-sexos, sem gramar com a posição heterosexual, para não falar da discriminação heteronormativa que se produz nessas mesmas relações.

  Abaixo os estereótipos! « per-espectivas escreveu em 14.December.2007 | 13:05

[…] da francesinha revela uma tendência fascista para uma Nova Inquisição que não tem em conta a “auto-definição” de cada um dos cozinheiros que queiram confeccionar livremente o molho da francesinha. A ideia […]

  Pedro escreveu em 17.December.2007 | 21:55

estas coisas são perigosas, imagine-se encontrar a causa das sexualidades, na biologia, juntamente com os “legos” genéticos, e todos os pais a fazer crianças perfeitas…
A compreensão das pessoas comuns nestes assuntos não é o mesmo que nestes canais particulares…
“Sr doutor o meu filho tem um problema qualquer de programação…” Sim, isto acontece mesmo com pessoas que são professores universitários… eu presenciei isto!!!!!!!
Não penso que seja a ciência neste caso a fazer as mentalidades andar pra frente…
Pessoalmente gostava de perceber então o que dirão esses cientistas das relações entre animais do mesmo sexo, relações não só sexuais mas também sociais… Será que eles escolheram? Será que eles brincaram mais ou menos na rua? Será que eles têm um mesmo dispositivo biológico que os humanos? Se até já esta provado que os macacos têm uma relação politica muito forte nas suas acções entre eles…
Não acho que seja uma questão de manifestos, venha de onde vier, acho sim que é uma questão de educação das pessoas… Concordo, a politica deveria chegar a frente, penso que ela seria um motor muito mais eficaz de educação, veja-se o caso dos países onde se legalizaram as uniões entre pessoas do mesmo sexo…

Todo este discurso é muito belo, mas sinceramente, não penso que as coisas mudem assim…

Não penso que seja a ciência com o seu hermetismo que irá chegar ao habitante da cidade do dia-a-dia, alem de que vivemos cada vez mais numa sociedade que se vira para outros valores, para a crença… E isso é que realmente é um perigo!!!!

O seu comentário

HTML-Tags:
<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <code> <em> <i> <strike> <strong>