É de esperar que, com a crise, surjam os argumentos piedosos sobre a necessidade de “entendimento entre partidos”, “união face à adversidade”, “sobrepor os interesses do país aos interesses partidários”, etc. Frases feitas, sem sentido. Os partidos, os seus programas, a vontade dos eleitores, não são clubes nem empresas nem pessoas singulares com desavenças mais ou menso resolúveis em função de “valores mais altos”. Tal é admissível em situações de catástrofe ou de guerra. Talvez. Mas a “crise”, por muito terrível que seja (e pode bem vir a sê-lo) não deixa de ser uma questão de política -nas suas origens como nas soluções para ela. Se as próximas eleições resultarem em ausência de maioria absoluta isso não não nos condena a governos de iniciativa presidencial, a coligações ideologicamente contra-natura ou a um bloco central. Mas, sobretudo, isso não deve ser colocado antecipadamente como desejável e/ou inevitável em função da “crise”. O melhor que o PS e o PSD têm a fazer é serem bem claros quanto à sua recusa desse cenário.
Os Tempos Que Correm
Miguel Vale de Almeida4 Comentários »
Aliás não perçebo nem compreendo, como é que partidos democráticos, se podem recusar a governar, democraticamente, com partidos que não tendo recebido a maioria, receberam o voto de confiança de eleitores. Acredito que um governo de uma democracia matura, é aquela que é capaz de governar um país, conjuntamente com os outros países.
Off topic: http://www.nytimes.com/2009/04/27/opinion/27taylor.html?_r=2&pagewanted=1&em
SIM ao bloco central de uma forma ou outra.
Portugal é uma economia frágil que se afasta cada vez mais dos seus parceiros.
Os portugueses precisam de alinhar as suas vontades e as suas acções para os grandes objectivos nacionais.
É essencial criar consensos em torno de pactos de regime, para a competitividade, investimento público, finanças públicas, saúde, educãção e protecção social,
Seria melhor que os politicos que não estão disponíveis para trabalhar em equipa ou que são incapazes de cultivar consensos se auto-excluissem das listas eleitorais.
Bloco Central? não, golpe de estado.
Como é possível tendo a esquerda nas sondagens dos últimos 6 meses, perto dos 60%, proporem
um bloco central, quem pede:
-O Presidente
-O ex-Presidente
-Patronato
-Empresários
-Jornalistas da emprensa escrita e SIC controlada pela direita .
-Banqueiros (que nos deixaram numa crise e foram os únicos a receber milhões)
Estão com medo de um governo realmente de esquerda PS-BE ou PS-CDU ou eventualmente PS-CDU-BE, porque um governo real de esquerda mete-lhes medo, têm medo de perder as mordomias.
Um real golpe de estado, contrário a vontade da maioria dos portugueses.
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