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Os Tempos Que Correm

Miguel Vale de Almeida

Inextricável

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Aqui em casa chamaram-me a atenção para uma coisa curiosíssima. Na peça do Público de hoje sobre a avaliação dos professores diz-se às tantas: «Em alguns casos, (ver imagem ao lado de uma escola de Nelas), a tarefa chega a ter ares de uma inextricável fórmula da Química.» À parte o facto de estar mal grafada pelo jornal, que tem aquela fórmula de inextricável? Será que o Público está a precisar de… avaliação?

4 Comentários »

  shyznogud escreveu em 18.November.2008 | 11:14

eheh, o que fazer quando a argumentação chega a este nível?

  FuckItAll escreveu em 18.November.2008 | 11:29

O quê?! Querem que os professores saibam usar fórmulas?! Como ousam?!

…sad, sad, sad…

[…] às 12:49 pm · Arquivado sob Portugal, educação Através de Miguel Vale de Almeida (Os tempos que correm - Inextricável), fiquei mais informado sobre as enormes dificuldades que se deparam à avaliação de […]

  argumentonio escreveu em 20.November.2008 | 14:46

também reparei e até guardei a folha do jornal - completa, porque a pg. 41 tem duas crónicas de título (e não só) antagónico: Vital Moreira refere-se à reforma que nãao pode ser perdida e José Vitor Malheiros acha que a oportunidade já está perdida

mas na altura achei que a fórmula assustava apenas o jornalista, não os professores, pois quem escreveu “inextrincável” (belo vernáculo) não deve ter ideia do que é Química… nem de muito mais, mas também pode ser um problema de nervos ou assim: o jornalista (?) deve ter ficado a pensar que se alguma vez se conseguir avaliar os professores poderão até avançar para a avaliação dos jornalistas!!!

acho que não conseguiu livrar-se da ideia assustadora…

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