WWW.MIGUELVALEDEALMEIDA.NET inicio mail me! Formato tipografico grande Formato tipografico medio Formato tipografico pequeno RSS/ XML/ Sindicação

Os Tempos Que Correm

Miguel Vale de Almeida

Remember

Se um jornal puder num ápice destruir a reputação duma pessoa com base em especulações que por sua vez se baseiam em informações enviadas propositadamente para o dito jornal, informações essas que deviam estar protegidas de divulgação até se provar que dão conta de factos, onde fica então a responsabilidade pela suposta falta de liberdade? (Remember Casa Pia). Já aconteceu, pode acontecer de novo, talvez esteja a acontecer. E independentemente das culpas no cartório de muitos políticos e de muitas ligações entre alguns políticos e alguns empresários, em que se podem incluir… os proprietários de jornais. Confuso? Não. É apenas meio-caminho andado para a decadência do regime que, por acaso, é na sua essência democrático e carregadinho de liberdade de expressão.

Quando alguém se apresenta para liderar um projecto - político, de Estado, por exemplo - reivindicando para si a bondade, a rectidão e a ausência de ideologia ou programa político, cavalgando no senso comum sobre a geral decadência da coisa política, não estaremos perante a forma mais acabada de… ideologia (no sentido negativo da expressão)? Remember Eanes.

1 Comentário »

  Francisco escreveu em 23.February.2010 | 0:08

Ao que tu chamas decadência eu ousaria também qualificar de “retorno do mesmo sobre si próprio”. É de facto confuso, mas depreende-se facilmente que estamos - nós, o comum dos mortais - condenados: políticos, jornalistas, magistrados, ideólogos sortidos… Que exemplo de decência, de liberdade e de independência nos dão estes maus actores que vemos desfilar diariamente nos noticiários, nas entrevistas, nos comentários? Estamos entregues à cobiça, à ganância, à vontade de poder tout court, às exigências das vendas, à ditadura do lucro, à devoção do consumo, ao dogma da escassez e ao mito do crescimento. E nada disto é exclusivo nacional, pois as redes digitais e os negócios são globais. Quando fecha a bolsa de Tóquio abre a de Frankfurt, depois a de New York… Em nome da Besta capitalista, haverá sempre bestas a escrever infâmias nos jornais, armados em defensores da liberdade de expressão. Há liberdade de expressão para andarem jornalistas a queixarem-se de não a terem, mas como as suas capacidades analíticas só lhes servem para a intriga e para a lambe-botice, nem percebem que estão a interferir no mundo dos negócios e é desse que se deveriam queixar. Mas para isso era preciso comerem muita sopa. Marinho Pinto disse claramente que andam jornalistas a constituirem-se assistentes em processos com o fito de obterem informação acerca dos mesmos. O retorno do mesmo sobre si próprio. Uma figura de excesso. Uma bolha especulativa encenada no casino do poder e do interesse. By the way, e o que fez o Santos com o Galamba? Que vergonha. Eu bem disse na altura que andavam vermes naquele blog, não se percebia se era queijo ou aves necrófagas. Um problema de economia, claro. Eu percebo que, sendo vocês tão astutos e separando a política da moral, o deixaram dizer impunemente que o PCP e o Bloco eram o Gulag e outras barbaridades que tais, batendo-lhe palmas “é cá dos nossos”. E o mesmo se passou, aliás, com o meu estimado amigo vieirense que também se senta agora no hemiciclo. Punha Louçã ao lado de Estaline, Pol Pot, etc… e depois todos os demais bloggers diziam que à esquerda era só demagogia… Isto mostra como certas formas de combate político instituídas e normativamente sancionadas são empobrecedoras e conduzem, inevitavelmente, ao que chamas decadência. Nobre e Alegre revelarão nas urnas ser duas faces de uma mesmo problema. A progressiva incapacidade da esquerda para romper com a situação, com o “shitstem”…

O seu comentário

HTML-Tags:
<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <code> <em> <i> <strike> <strong>