19.November.2009 em 11:13
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«A proposta do Governo será aprovada pelo deputado independente Miguel Vale de Almeida, eleito nas listas do PS, mas o antropólogo prevê anexar uma declaração de voto. “O casamento não deve surgir juntamente com a adopção, justamente para distinguir a parentalidade da conjugalidade”, afirmou ao PÚBLICO. Vale de Almeida entende que o acesso ao casamento civil e a adopção por casais homossexuais possuem “igual urgência” e concorda com a proposta feita ao Governo pelo BE para separar a questão da parentalidade. “Mas consigo escalonar”, diz, “e ver que no quadro actual deve ser dada prioridade ao casamento”.» (Público)
Algumas confusões aqui.
1ª: Não “concordo com a proposta feita ao governo pelo BE”. Uma coisa é coincidir na opinião, outra concordar com uma proposta, como se tivesse tido conhecimento dela, coisa que não tinha.
2ª: Farei declaração de voto para marcar a minha opinião, desde sempre, a favor da igualdade nas várias questões de parentalidade, incluíndo a adopção. Mas isso não impede que considere prioritário, por realismo político e por perceber a sociologia quer do nosso sistema partidário quer da sociedade, que se consiga primeiro o consenso em torno do casamento.
3ª: Que conjugalidade e parentalidade são esferas diferentes é uma questão de fundo, que deveria afectar, por razões diferentes, as propostas de todos os partidos. A meu ver o artigo 1979º (”quem pode adoptar plenamente”) nem devia estar ali.
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Cláudio escreveu em 19.November.2009 | 19:23
O estado civil “solteiro” não está separado da possibilidade de adoptar nem para heterossexuais, nem para homossexuais, logo o estado civil “casado” também não deve estar separado da possibilidade de adoptar, tanto para heterossexuais como para homossexuais. O facto de duas pessoas poderem adoptar em conjunto em vez de uma sozinha é uma vantagem para as crianças, pois estas vão usufruir de um apoio afectivo e social muito maior.
David escreveu em 19.November.2009 | 22:24
A meu ver, as políticas sociais nunca devem ser tomadas em conjunto, como se fosse uma mera caixa de ideias ou direitos e aprova-las todas ao mesmo tempo. No caso específico dos direitos sexuais e de igualdade deve-se primeiro que tudo aprovar urgentemente o casamento entre pessoas do mesmo sexo. A sociedade portuguesa encontra-se muito homofóbica e pouco tolerante, devido ao facto do Estado não ser laico (e não é contradição) e do sistema educativo não abranger a “educação para a cidadania e valores”, onde inclui as questões sociais e ambientais. Só depois de alguns anos, após a aprovação do casamento, é que a sociedade estará mais apta a aceitar a adopção por casais homossexuais. É muito difícil para as crianças adoptadas irem para a escola e serem vítimas do preconceito e opressão da sociedade portuguesa. É urgente ultrapassar as barreiras e criar condições para que estas e outras questões como a eutanásia sejam aprovadas a curto ou médio prazo.
Todos nós sabemos que as políticas sociais em Portugal são sempre objecto de discriminação e preconceito da sociedade e é triste, o Estado permitir o referendo a este tipo de direitos sociais e humanos, quando a maioria dos cidadãos não têm capacidade sequer para compreender os fenómenos associados.
Falta ao meu país a mesma determinação e mão-de-ferro de governos como da esquerda socialista de Espanha, os liberais da Holanda, Dinamarca, Canadá, entre outros.
A protecção dos cidadãos em relação à discriminação, violência, etc deve ser revista, alargada e punir mais severamente os promotores desses actos. A imigração deve ser revista também, pois encontramos cada vez mais imigrantes em condições de pobreza extrema e ás vezes associados à criminalidade. Sou a favor da imigração, mas controlada. Senão daqui a poucos anos estamos como a Holanda e França, onde os imigrantes árabes, asiáticos e outros estão a fomentar o ódio e a xenofobia contra à população nativa e aos direitos conquistados, como a livre expressão de afecto entre casais do mesmo sexo, etc.
Grande abraço e espero que tudo corra bem. É o meu desejo, um desejo de eu poder ser feliz e respeitado no meu país e de ver os outros que me rodeiam também felizes.
armenio escreveu em 21.November.2009 | 18:34
que confusao.
afinal é a favor do que?
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