“What’s on your mind?”:
é a função facebookiana que os blogs não têm. Se tivessem a resposta seria “um feliz ano novo”. E para tod@s vós também. Até lá!
é a função facebookiana que os blogs não têm. Se tivessem a resposta seria “um feliz ano novo”. E para tod@s vós também. Até lá!
A imagem, de Rodrigo Oliveira (2007) estava num grande cartaz do Lux. A Ana Vidigal lá a descobriu na net e repito-a aqui, a jeito de cartão de boas festas. Amanhã o Parlamento entra em mini-férias até 5 de Janeiro e se há coisa que apetece é um intervalo na política, na sobre-exposição e em coisas, materiais e imateriais, que tomaram conta da minha cabeça como okupas (nada contra, OK?, mas é que não pedem licença…).
Ah, saltar o Natal e o Ano Novo até por volta de 5, 6 de Janeiro… ou mesmo 8.
Bom solstício e feliz 2010.
Não é para me gabar (OK, é) mas também desmontei o relatório de forma semelhante à da Helena Pinto. Foi um bom momento político, este da união da esquerda em nome do não enviesamento da questão, agora que as coisas aquecem quanto às votações dos dois projectos-lei e da proposta de lei do Governo.
f na mouche. E um dos meus mais “antigos” heróis regressa em força.
Hoje recebi, individualmente e enquanto deputado independente no grupo do PS, Carla Antonelli, activista transexual espanhola de visita a Portugal. Foi uma conversa muito boa sobre a necessidade de garantir a dignidade e os direitos das pessoas transexuais, desde logo na questão premente dos documentos de identificação - que demoram demasiado tempo, e com demasiada dificuldade, a dar conta da verdadeira identidade de género daquelas pessoas. Mas muitas outras questões se colocam também, explicitadas neste documento da Associação ILGA-Portugal, algumas ultrapassadas já em Espanha onde há uma Lei de Identidade de Género. O encontro, que decorreu no Bar dos Deputados, de modo a garantir ao mesmo tempo informalidade e integração plena no Parlamento (ao invés de uma sala fechada) contou, à saída, com a presença de jornalistas que têm acompanhado a sua visita a Portugal. O que queriam era sobretudo perguntar sobre agenda política e timing, nesta semana de casamento. Resposta simples, para evitar as confusões do costume: coincidência (a activista pediu o encontro durante esta sua visita); os direitos e a dignidade das pessoas são todos importantes; e o programa do PS menciona o combate à discriminação com base na identidade de género, o que certamente passará a seu tempo por iniciativas legislativas.
«A proposta do Bloco de Esquerda que legaliza o casamento entre pessoas do mesmo sexo, permitindo também a adopção por casais homossexuais, vai contar com o voto de vários socialistas. Na bancada do PS há quem considere que a proposta do Governo - ontem aprovada em Conselho de Ministros - é demasiado recuada, mantendo a discriminação na lei ao fechar as portas à adopção.» (ler o resto no DN)
… o primeiro dia do resto das nossas vidas.
PS simbólico-pessoal: já agora que pena não ter sido um dia antes, o dia em que conheci, há 22 anos, o meu primeiro poderia-ter-sido-meu-marido, com quem vivi mais de 12 anos.
PS político: é uma pena o conteúdo da proposta de lei do governo em relação à adopção. Tenho defendido, no caso português (porque ideal mesmo teria sido seguir a via espanhola, mas enfim…) a separação conjugalidade/parentalidade em leis diferentes. Não vingou. Vamos agora ver o trabalho parlamentar com a proposta e os projectos dos outros partidos.
@s mais próxim@s sabem que não sou de cultivar memórias, nostalgias e melancolias (e que quando isso acontece é por imposição exterior de coisas negativas e fico furioso comigo mesmo). Mas esta, já velhinha e cheia de grão, aos 16, chegadinho aos EUA, a achar que tudo doravante ia ser maravilhoso (e tem sido, 90% do tempo) - bem…, dá que pensar.
Uma entrevista na Tabu do Sol, saída na sexta.
PS: cada vez mais ambguidade nestas coisas da exposição - ela dá sentido social e político à vida, mas o desejo de anonimato, de normalidade fútil até, é sempre grande. Irreconciliável. Não há marcha atrás.
Algumas dietas ou tabus, mais ou menos forçados, quebrados ontem: cinema (em Lisboa), Purex, e escrita duma arguição de tese.