Arquivo para February.2009
Hoje o Bloco de Esquerda faz 10 anos. Se há coisa que gosto de ver no meu CV é ter participado na sua fundação. Mas isso pouco importa, é pessoal. Importante mesmo é que o nascimento do BE mudou a política em Portugal. Basta ver o que está a acontecer no PS - independentemente da avaliação que se faça disso - para o perceber. O BE apostou, mais do que no jogo de poder normal, em introduzir temas, ideias e modos de fazer que pudessem progressivamente tornar-se hegemónicos na esquerda. Apesar de há uns anos ter decidido sair da vida partidária (do BE ou qualquer outro), hoje não quero deixar de ir ao almoço de aniversário (antes de ir à TVI24 discutir os já-não posso-mais-com-isto “casamentos homossexuais”, como dizem nos media).
· 28.02.2009 · 11:13 · Categoria(s): geral · Tag(s): No Tags · Enviar
“Toma!”. Assim, com linguagem seventies. E porque já vou andando para velho, as coisas que me ocorre dizer sobre porno já foram ditas e/ou mostradas há 432 anos atrás.
(Ah, e a tod@s @s polícias e magistrad@s engasgad@s ou sec@s desejo bons orgasmos. Assim tipo terminar uma carta formal e escrever “com os mais sinceros votos de excelentes orgasmos, … fulano de tal”.)
· 26.02.2009 · 19:16 · Categoria(s): geral · Tag(s): No Tags · Enviar
Ontem ouvi Maria José Nogueira Pinto dizer que a crise económica e social, nomeadamente o desemprego, é a maior preocupação dos portugueses. O seu oponente no programa televisivo, um socialista cujo nome esqueci, concordava com ela. Como concorda grande parte da esquerda e da classe política em geral.E como concordo eu. Se há causa fracturante e sempre prioritária neste país é essa - a fractura de classe, a fractura da desigualdade. Agora agravada. Bem diferente é saltar dessa constatação para a conclusão de que as outras questões (you know what I mean…) não são prioritárias e vêm introduzir uma fractura no supostamente desejável consenso para ultrapassar a crise. Desde logo porque esse “consenso” escamoteia as verdadeiras contradições na base da crise e da desigualdade (antes e para lá da crise). E porque todos os dias são tomadas dezenas de medidas legislativas, nunca acusadas de fracturantes ou de pouco prioritárias. O problema está, é óbvio, no horror que causa a certas mentes a questão do casamento. Para o exorcizar, tudo vale. Até a obscenidade de manipular a desigualdade económica e social a que nunca ligaram peva e da qual os seus privilégios dependem.
PS: quando eu estava no Bloco, havia na Mesa Nacional dois sindicalistas, António Chora (Auto Europa) e Manuel Graça (da indústria dos calçados), que faziam sempre questão de apoiar as minhas posições sobre questões LGBT, nomeadamente o casamento. Eles sabiam do que falavam, enquanto operários, e não deliravam sobre prioridades e fracturas. Pessoas decentes, em suma.
· 25.02.2009 · 10:10 · Categoria(s): geral · Tag(s): No Tags · Enviar
« (…) O casamento é o tema mais relevante para a comunidade homossexual, ou é apenas o tema querido de alguns dos seus supostos porta-vozes, como o Miguel Vale de Almeida? Não será mais importante tomar medidas para combater a descriminação e homofobia que intimida e leva ao suicídio jovens homossexuais? (…)» (André Levy, Cinco Dias)
1) “O casamento” é um tema relevante para a democracia.
2) Sou uma voz, não um porta-voz.
3) Por que carga de água se pensa que uma coisa exclui a outra? E é assim tão difícil perceber como a primeira pode ajudar a combater a segunda, sendo ainda mais fácil de implementar?
· 25.02.2009 · 9:37 · Categoria(s): geral · Tag(s): No Tags · Enviar

Courbet.
· 24.02.2009 · 9:07 · Categoria(s): geral · Tag(s): No Tags · Enviar
Dias Loureiro ainda está no Conselho de Estado? Mas então isto aqui não era suposto ser… enfim, um país decente?
· 23.02.2009 · 18:29 · Categoria(s): geral · Tag(s): No Tags · Enviar
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