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Os Tempos Que Correm

Miguel Vale de Almeida

Arquivo para August.2008

De passagem

De passagem entre os montes da Catalunha e a Eslovénia. Este blog regressa à (a)normalidade a 1 de Setembro.

Mudo nos montes

Mudo? (Não há uma palavra para definir quem não escreve?) Sim. Algures nuns montes catalães, desconectado na plena acepção da palavra. Sorry. De regresso no fim do mês a não ser que dê algum click…

Blog-notas de férias, 1

1. “Xenófobo, eu?: quando ouvi que os assaltantes/sequestradores de um banco em Lisboa eram brasileiros pensei logo “temos merda”. Se eles fossem portugueses, esse facto seria relevado e relevante?

2. Coisas de marinheiros: a não perder “Suck my dick“.

3. Espaço aéreo T2: “Aníbal, môr, as minhas enxaquecas não aguentam esses helicópteros! E a marquise já está cheia de rachas!”

4. Amanhã, grandiosa queima de bruxas no Terreiro do Paço: Um ex-polícia da Judiciária publica um livro sobre o caso McCann em que, retórica à parte, acusa pessoas de coisas horríveis. Os media acham normal e acompanham o aplauso generalizado.

5. “Service in Europe…” (como dizem os americanos): Os empregados recusam-se servir na esplanada por supostamente estar muito vento e não terem condições de trabalho. Nós tínhamos escolhido a esplanada…

6. Homofobia até no prato: No restaurante ao lado, curiosamente chamado “À Grama” (não há uma ASAE da língua?), servem “Frango à maricas”. Nem quis ir perguntar o que era, tal o “molho” antecipado… Mas imagino.

7. Superscript: Na A2 um sinal de estrada, desses oficiais e com design uniforme, anuncia Neves Corvo com N. e “ves” em pequenino. Poupar uma letra em vez de baixar o tamanho de letra de todo o texto - além do desastre gráfico, toda uma metáfora…

Aviso à navegação

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Subpostagem cronicamente intermitente em agosto (”agosto” já de acordo com o acordo ortográfico).

“Que comecem os jogos”

Na realidade “o jogo” já começou, mais exactamente no dia em que  se aceitou realizar os Jogos Olímpicos na China.

«The governments of democratic countries that are still hoping “the Olympic Games will help to improve the human right situation in China” are mistaken. The “constructive dialogue” advocated by some is leading nowhere. The repression of journalists and cyber-dissidents has not let up in the past seven years. Everything suggests that it is going to continue. The IOC has given the Chinese government a job that it is going to carry out with zeal - the job of “organising secure Olympic Games.” For the government, this means more arrests of dissidents, more censorship and no social protest movements.»

Ver também na Amnistia Internacional o relatório “A Contagem Decrescente para os Jogos Olímpicos: Promessas Quebradas”.

Anti-f.

PS no editorial de José Manuel Fernandes no Público de hoje: «A independência é uma das qualidades intocáveis do jornalismo de referência, por isso é de lamentar que haja quem procure, pela manipulação ou pelo boato, atacar este espaço de liberdade e frontalidade que é o do PÚBLICO. Ontem uma colunista instrumentalizou o conteúdo de uma resposta de Pacheco Pereira ao Diário de Notícias para “provar” que neste jornal haveria “uma cruzada declarada contra José Sócrates” (…)».

Tanta frontalidade, e nem o nome da “colunista” - obviamente Fernanda Câncio - é referido…

Hoje sinto-me ainda mais açoriano do que o habitual

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