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Os Tempos Que Correm

Miguel Vale de Almeida

Arquivo para geral

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Geração A

«- Craig, as coisas mais difíceis na vida são ser único e conseguir que a vida seja uma história. Antigamente, era muito mais fácil, mas a nossa cultura obcecada pela fama, com o escabeche diário de informação electrónica em tempo real, exige muito dos cidadãos modernos, e cria grandes obstáculos à narrativa. Os cidadãos verdadeiramente modernos são carismáticos e apenas conseguem interagir com outras pessoas com carisma. Para sobreviver, precisamos de nos transformar em robôs carismáticos e vender a nossa imagem. No entanto, ironicamente, a sociedade ridiculariza e castiga quem aspira a tal condição. Eu não me surpreenderia se soubesse que os seus amigos fazem troça de si nas suas costas, Craig.
- Ai, acha?
- Acho. Por isso, resumidamente, dado que este mundo é composto de informação, está mais ou menos condenado a ser desinteressante e privado de história.
- Mas eu posso pôr a minha vida num blog. Posso transformá-la numa história dessa forma!
- Blogs? Desculpe, mas todos esses blogs e vlogs e o que mais há por aí só fazem com que se torne mais difícil ser-se único. Quanto mais verdades despejar, mais genérico se torna.
- Tudo o que eu quero é que a minha vida seja uma história.
- Leu muitos livros quando era pequeno?
- Li.
- Ah, bem, aí está. Os livros fazem das pessoas indivíduos isolados e quando isso acontece, o caminho ainda se torna mais inóspito. Os livros fazem-no querer ser o Steve McQueen, mas o mundo quer que seja o SMcQ23667bot@hotmail.com.» (Douglas Coupland, Geração A)

De projecto a proposta

Não se trata de “cair por terra“. Trata-se de os conteúdos e princípios do projecto-lei que estava a elaborar terem sido incorporados na proposta de lei do governo. Ainda bem. Para isso serve tomar a iniciativa. Deputados e grupo parlamentar do partido do governo, ministros e primeiro-ministro dialogam (e discutem, claro) de modo a chegarem à solução politicamente mais eficaz.

Identidade de género avança

Aprovada em Conselho de Ministros a proposta de lei que visa simplificar a alteração de sexo e nome no registo civil. Ainda quero comparar os pormenores da mesma com o projecto de lei que redigimos no parlamento, mas tudo indica que os nossos princípios foram levados em conta. (No link: é preciso descer até ao ponto 4)

…hush…

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O Ruy

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Na mouche

(texto de Fernanda Câncio copiado do Notícias Magazine de hoje)«Conhecer alguém. Aprender alguém. Achar que se conhece – que se sabe dessa pessoa, quem é, o que pensa, o que sente e como, de que é e não é capaz. Dizer: sei quem és. Pensar: sabes quem sou. Confio em ti. Confia em mim. Pôr a mão no fogo. Pôr tudo no fogo. E pensar, enquanto se põe: e se for um erro? Pôr tudo no fogo sabendo que é quase sempre um erro. Esperar. Esperar que não seja como quase sempre, esperar que seja como quase sempre. Às vezes é difícil perceber o que se espera, aquilo em que se aposta. Talvez se aposte apenas, a partir de certa altura, em acertar. Quer dizer: em ter errado. É mais seguro, esperar pela certidão do engano. Uma espécie paradoxal de seguro, o de antecipar o desastre – mas não é disso mesmo que vive o ramo?Sim, o mais certo é errar. Erramos até sobre nós, como não sobre os outros? Imaginemos, porém, que conseguíamos mesmo saber o que os outros pensam. Ouvi-los como nos ouvimos a nós nos nossos solilóquios, o que acham mesmo disto e daquilo e deste e daquele, o que querem e o queriam mesmo dizer quando disseram outra coisa qualquer. Imaginemos que à primeira vista marcávamos os que nos iam iludir e  desiludir (de uma forma ou de outra, todos, certo?) e adivinhávamos como. Não como fazemos agora, exercitando o cálculo de probabilidades e aguçando a intuição, mas com certeza e certificação. Como seria? Haveria lugares ermos suficientes para tantos misantropos?O momento em que desistimos de nos enganar, o momento em que o medo vence a curiosidade e desistimos do enlevo, do doce, irrepetível entusiasmo de aprender — prender – cada alguém; o momento em que dizemos “não vale a pena”, “é sempre o mesmo”; o momento em que decretamos o fim da aventura e nos seguramos ao seguro, ao silêncio; o momento em que nos ensimesmamos (que verbo este) e corremos todos os ferrolhos e ligamos o alarme – não vá alguém entrar, passar as barbacãs e os fossos, galgar a última muralha – nesse momento estamos mortos. Não há outra forma de viver senão aceitando a norma que Philip Roth decreta em American Pastoral: Ler o resto da entrada »

in the (right) mood

Back to the roots

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Hoje, na Sinagoga Sharé Tikva, reunião com a Comunidade Israelita de Lisboa.

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