Não se trata de “cair por terra“. Trata-se de os conteúdos e princípios do projecto-lei que estava a elaborar terem sido incorporados na proposta de lei do governo. Ainda bem. Para isso serve tomar a iniciativa. Deputados e grupo parlamentar do partido do governo, ministros e primeiro-ministro dialogam (e discutem, claro) de modo a chegarem à solução politicamente mais eficaz.
· 2.09.2010 · 19:47 · Categoria(s): geral · Tag(s): No Tags · Enviar
Aprovada em Conselho de Ministros a proposta de lei que visa simplificar a alteração de sexo e nome no registo civil. Ainda quero comparar os pormenores da mesma com o projecto de lei que redigimos no parlamento, mas tudo indica que os nossos princípios foram levados em conta. (No link: é preciso descer até ao ponto 4)
· 2.09.2010 · 16:05 · Categoria(s): geral · Tag(s): No Tags · Enviar
… ou então por uma questão de personalidade, sempre “confundi” o público com o privado (já o íntimo é outra coisa, sob reserva). Faz por estes dias um ano que intervim pela primeira vez como candidato. Foi a dias do começo da campanha eleitoral, na Convenção Nacional do PS no Coliseu de Lisboa e o meu discurso, focado na questão do casamento, não foi muito diferente do que viria a fazer a 8 de Janeiro de 2010 no Parlamento. Estava irremediavelmente lançado no espaço público por excelência. Horas depois, literalmente, a minha vida privada – o meu “casamento” – explodia (ou implodia, sei lá). Começava assim uma travessia do deserto – há coisa mais pública do que um deserto, sem refúgio de espécie alguma? – com o casamento como tema sistemático de intervenção. Público e privado contaminavam-se mutuamente, aumentando a carga viral. I’m not a victim and there’s no one to blame – but it was fucking hard. Hoje, um ano depois, há dias em que cheira a oásis. Até que pode ser miragem. Mas quem pára no meio do deserto por causa de uma dúvida tão tola?
· 2.09.2010 · 10:48 · Categoria(s): devaneio · Tag(s): No Tags · Enviar
· 2.09.2010 · 9:10 · Categoria(s): geral · Tag(s): No Tags · Enviar
· 25.08.2010 · 12:59 · Categoria(s): devaneio · Tag(s): No Tags · Enviar

· 20.08.2010 · 13:42 · Categoria(s): devaneio · Tag(s): No Tags · Enviar

· 13.08.2010 · 18:05 · Categoria(s): geral · Tag(s): No Tags · Enviar
· 13.08.2010 · 14:34 · Categoria(s): devaneio · Tag(s): No Tags · Enviar

· 12.08.2010 · 17:04 · Categoria(s): geral · Tag(s): No Tags · Enviar
(texto de Fernanda Câncio copiado do Notícias Magazine de hoje)«Conhecer alguém. Aprender alguém. Achar que se conhece – que se sabe dessa pessoa, quem é, o que pensa, o que sente e como, de que é e não é capaz. Dizer: sei quem és. Pensar: sabes quem sou. Confio em ti. Confia em mim. Pôr a mão no fogo. Pôr tudo no fogo. E pensar, enquanto se põe: e se for um erro? Pôr tudo no fogo sabendo que é quase sempre um erro. Esperar. Esperar que não seja como quase sempre, esperar que seja como quase sempre. Às vezes é difícil perceber o que se espera, aquilo em que se aposta. Talvez se aposte apenas, a partir de certa altura, em acertar. Quer dizer: em ter errado. É mais seguro, esperar pela certidão do engano. Uma espécie paradoxal de seguro, o de antecipar o desastre – mas não é disso mesmo que vive o ramo?Sim, o mais certo é errar. Erramos até sobre nós, como não sobre os outros? Imaginemos, porém, que conseguíamos mesmo saber o que os outros pensam. Ouvi-los como nos ouvimos a nós nos nossos solilóquios, o que acham mesmo disto e daquilo e deste e daquele, o que querem e o queriam mesmo dizer quando disseram outra coisa qualquer. Imaginemos que à primeira vista marcávamos os que nos iam iludir e desiludir (de uma forma ou de outra, todos, certo?) e adivinhávamos como. Não como fazemos agora, exercitando o cálculo de probabilidades e aguçando a intuição, mas com certeza e certificação. Como seria? Haveria lugares ermos suficientes para tantos misantropos?O momento em que desistimos de nos enganar, o momento em que o medo vence a curiosidade e desistimos do enlevo, do doce, irrepetível entusiasmo de aprender — prender – cada alguém; o momento em que dizemos “não vale a pena”, “é sempre o mesmo”; o momento em que decretamos o fim da aventura e nos seguramos ao seguro, ao silêncio; o momento em que nos ensimesmamos (que verbo este) e corremos todos os ferrolhos e ligamos o alarme – não vá alguém entrar, passar as barbacãs e os fossos, galgar a última muralha – nesse momento estamos mortos. Não há outra forma de viver senão aceitando a norma que Philip Roth decreta em American Pastoral: Ler o resto da entrada »
· 8.08.2010 · 15:55 · Categoria(s): geral · Tag(s): No Tags · Enviar
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